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27 de Fevereiro de 2018
Contra todas as possibilidades, Phil Collins se apresenta em S.Paulo
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Certamente era uma das apresentações que muitos esperaram anos para assistir no Brasil. Mas 2011, quando Phil Collins anunciou sua aposentadoria dos palcos a vontade de muitos fãs em ver uma apresentação solo do baterista, e depois vocalista do Genesis, em carreira solo por aqui parecia que não iria se concretizar.

Porém, mesmo contra sua autoproclamada aposentadoria, um problema de coluna que o faz se apresentar sentado, vontade de ficar em casa com a família e problemas com seu visto na Polícia Federal, Collins resolveu voltar aos palcos na turnê Not Dead Yet - que também dá título à sua autobriografia, lançada há dois anos e que agora chega ao Brasil.

Apesar do sucesso estrondoso de seus discos e singles por aqui, alguns detratores insistiam em rotular seus trabalhos de serem um pop de baixa qualidade, quando na verdade os trabalhos de Collins sempre foram recheados de belas canções com arranjos de muito bom gosto.

Somente músicas de qualidade, executadas por uma banda competente e um vocalista que desafia qualquer probabilidade poderiam transformar o Allianz Park, em São Paulo, em um imenso salão de dança no último final de semana de fevereiro de 2018.

O próprio The Pretender, incumbido de ser a abertura da noite, já havia feito o mesmo algumas horas antes da atração principal subir ao palco. A sensação era que havia alguma rádio sintonizada no que havia de melhor de música nos anos 1980.

Collins sobe ao palco usando uma bengala para se locomover é e ovacionado por mais de 40 mil pessoas que lotavam o estádio. Somente ele poderia fazer todos cantarem juntos o refrão das primeiras canções da noite Against All Odds e Another Day in Paradise.

Para os fãs mais antigos, havia a surpresa da incursão de três canções do Genesis no setlist – Throwing it All Way, Invisible Touch e Follow you Follow me, nesta última os ex companheiros de Genesis são homenageados com várias imagens da banda no telão.

A banda que acompanha o cantor nessa tour é um caso à parte. Além de contar com o guitarrista Daryl Stuermer, que excursionou com o Genesis nos últimos 40 anos e com o filho do próprio Collins no comando das baquetas, há ainda músicos que acompanham o cantor ao longo de sua carreira e conhecem o repertório como ninguém.

Destaque para Amy Keys, que fez um belíssimo dueto com Collins em Separate Lives e Arnold McCuller, que dividiu os vocais principais com o cantor em Esay Lover, que colocou todo mundo para dançar.

Collins desfilou todos seus sucessos como In the Air Tonight, Hang in Long Enough, Dace into the Light, Sussudio, entre tanto outros. A apresentação foi encerrada com Take me Home e deixou o público com algumas certezas.

Collins mostrou que além de ainda estar vivo, e bem, está pronto para outros trabalhos. Seja um novo disco solo ou mesmo uma volta de sua antiga banda. Improvável? Phil Collins deixou claro que ainda é possível ir contra todas as possibilidades. 

Por Vladimir Ribeiro  

https://www.linkedin.com/in/vladimir-ribeiro/



 
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